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Energia solar distribuída dispara no Brasil e já representa mais de um quarto da matriz elétrica nacional

16/06/2026

Energia solar distribuída dispara no Brasil e já representa mais de um quarto da matriz elétrica nacional

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), principal entidade representativa do setor fotovoltaico no país, divulgou recentemente uma atualização do panorama da energia solar no Brasil, revelando números impressionantes sobre o crescimento da geração solar distribuída e centralizada no território nacional. Os dados mostram que a fonte solar deixou de ser promessa e se consolidou como uma das protagonistas da matriz elétrica brasileira.

Em março de 2026, o Brasil ultrapassou a marca de 68,6 GW de potência solar operacional instalada. Para se ter ideia da dimensão desse número, a fonte solar já representa 25,9% de toda a capacidade instalada da matriz elétrica nacional. Isso coloca a energia solar atrás apenas das hidrelétricas no ranking das maiores fontes de geração do país.

 

A energia solar já é a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira

Durante décadas, a matriz elétrica brasileira foi amplamente dominada pelas hidrelétricas. Elas continuam na liderança, com cerca de 110,2 GW de potência instalada e participação de 41,6% da matriz nacional. Porém, a energia solar já ocupa a segunda colocação, superando inclusive fontes tradicionais que historicamente tiveram grande peso no setor elétrico brasileiro.

Hoje, o ranking das principais fontes da matriz elétrica brasileira é o seguinte:

  1. Hidrelétrica: 110,2 GW (41,6%)
  2. Solar fotovoltaica: 68,6 GW (25,9%)
  3. Eólica: 34,8 GW (13,1%)
  4. Gás natural: 19,4 GW (7,3%)
  5. Biomassa e biogás: 18 GW (6,8%)
  6. Petróleo: 7,7 GW (2,9%)
  7. Carvão mineral: 3,9 GW (1,5%)
  8. Nuclear: 1,9 GW (0,8%)

Ou seja: a energia gerada pelo sol já supera com folga a capacidade instalada de fontes como biomassa, gás natural, carvão mineral e energia nuclear.

Esse crescimento impressiona ainda mais quando observamos a evolução histórica do setor. Em 2014, a capacidade solar instalada no Brasil era praticamente insignificante. Pouco mais de uma década depois, a fonte solar já se tornou um dos pilares do sistema elétrico nacional.

 

A geração distribuída lidera a transformação energética brasileira

Boa parte desse avanço vem da chamada geração distribuída, modelo em que a energia é produzida próxima do local de consumo, normalmente em telhados de residências, empresas, propriedades rurais e comércios.

Na prática, isso significa que milhões de consumidores passaram a produzir sua própria eletricidade.

O crescimento desse modelo no Brasil é impressionante porque ele descentraliza a geração de energia. Em vez de depender exclusivamente de grandes usinas distantes, o país passou a contar com milhares de pequenos geradores espalhados pelas cidades e áreas rurais.

E isso muda completamente a lógica do consumo energético.

O consumidor deixa de ser apenas alguém que paga uma conta de luz e passa a participar diretamente da geração elétrica nacional.

Além da economia financeira, a geração distribuída ajuda a aliviar a demanda sobre o sistema elétrico, reduz perdas de transmissão e contribui para maior segurança energética.

Você já imaginou quantos telhados existem no Brasil que poderiam gerar energia limpa diariamente? É justamente esse potencial gigantesco que explica por que a geração distribuída continua crescendo ano após ano.

 

Números da geração distribuída

A geração distribuída é hoje um dos grandes motores da expansão solar no Brasil. Ela reúne sistemas de microgeração, com até 75 kW, e minigeração distribuída, acima de 75 kW, instalados em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

Nesse segmento, a fonte solar é líder absoluta: responde por 99,36% da potência instalada e por 99,98% de todas as conexões de micro e minigeração distribuída no país. Ao todo, são 4.174.208 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, beneficiando 7.399.365 unidades consumidoras, o equivalente a 7,63% do total nacional.

O perfil dessas instalações também mostra como a energia solar se popularizou. As residências concentram 3.333.526 sistemas, ou 79,86% do total. Em seguida aparecem comércio e serviços, com 395.086 sistemas, e o setor rural, com 361.491 sistemas. Em potência instalada, o cenário é mais equilibrado: residências somam 23.388,7 MW, comércio e serviços chegam a 12.774,8 MW e o setor rural alcança 6.078,2 MW.

 

Onde a energia solar distribuída mais cresce no Brasil?

O ranking estadual da geração distribuída solar fotovoltaica mostra a força da fonte em diferentes regiões do país. São Paulo lidera, com 6.510,6 MW instalados, o equivalente a 14,0% do total nacional. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 5.829,8 MW e 12,6%, e Paraná, com 4.280,7 MW e 9,2%.

Entre os dez primeiros estados também estão Rio Grande do Sul, com 3.652,2 MW; Mato Grosso, com 3.062,8 MW; Bahia, com 2.501,9 MW; Goiás, com 2.337,7 MW; Santa Catarina, com 2.197,6 MW; Mato Grosso do Sul, com 1.820,3 MW; e Rio de Janeiro, com 1.819,7 MW.

No ranking municipal, Brasília aparece em primeiro lugar, com 571,4 MW instalados, seguida por Cuiabá, com 487,6 MW, e Campo Grande, com 422,7 MW. Também se destacam Teresina, Rio de Janeiro, Goiânia, Fortaleza, Belém, Manaus e São Paulo entre as dez cidades com maior potência instalada em geração distribuída solar fotovoltaica.

 

Mais de R$ 305 bilhões em investimentos e 2 milhões de empregos

Os impactos econômicos da energia solar no Brasil também impressionam.

Segundo os dados divulgados pela ABSOLAR, a fonte fotovoltaica já atraiu mais de R$ 305,3 bilhões em novos investimentos acumulados desde 2012.

Além disso, o setor foi responsável pela geração de mais de 2 milhões de empregos no país. Isso inclui profissionais de instalação, engenharia, fabricação, vendas, logística, manutenção, projetos elétricos e diversos outros segmentos ligados direta ou indiretamente ao mercado fotovoltaico.

Outro dado extremamente relevante é a arrecadação tributária gerada pela expansão da energia solar: mais de R$ 95,9 bilhões em tributos já foram arrecadados graças ao crescimento do setor.

Ou seja, além de gerar economia para consumidores, a energia solar movimenta cadeias produtivas inteiras e contribui significativamente para a economia brasileira.

 

Energia limpa e impacto ambiental positivo

Os benefícios ambientais também ajudam a explicar por que a energia solar vem crescendo tão rapidamente.

De acordo com os dados divulgados, a fonte solar já evitou a emissão de mais de 114,7 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera desde 2012.

Isso é especialmente importante em um cenário global de preocupação crescente com mudanças climáticas, aquecimento global e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Enquanto fontes fósseis dependem da queima de combustíveis como carvão, óleo e gás natural, os sistemas fotovoltaicos produzem eletricidade de forma silenciosa, limpa e renovável, utilizando apenas a luz solar.

E o Brasil possui uma vantagem estratégica enorme nesse cenário: uma das melhores incidências solares do planeta.

Em outras palavras, poucos países possuem condições naturais tão favoráveis para a geração fotovoltaica quanto o Brasil.

 

O futuro da geração distribuída ainda está começando

Mesmo com números já gigantescos, o mercado solar brasileiro ainda possui enorme espaço para expansão.

O avanço da tecnologia, a redução gradual no custo dos equipamentos e a busca crescente por economia energética continuam impulsionando a adoção da energia solar em todo o país.

Além disso, existe um fator que pesa cada vez mais no bolso dos consumidores: o aumento constante das tarifas de energia elétrica.

Muitas famílias e empresas passaram a enxergar a energia solar não apenas como uma solução sustentável, mas como uma forma de conquistar previsibilidade financeira por décadas.

A lógica é simples: enquanto a conta de luz tradicional sofre reajustes frequentes, um sistema fotovoltaico permite produzir parte significativa da própria energia consumida.

Isso ajuda a proteger residências e empresas contra oscilações tarifárias futuras.

E tudo indica que essa transformação está apenas começando.

Na Inovacare SOLAR, acompanhamos diariamente a evolução desse mercado e acreditamos que a geração distribuída terá papel cada vez mais importante na construção de um sistema elétrico mais moderno, sustentável e acessível. Nosso objetivo é ajudar residências, empresas e produtores rurais a aproveitarem todo o potencial da energia solar com soluções seguras, eficientes e personalizadas para cada necessidade.

 

Referência:

ABSOLAR – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA. Energia Solar Fotovoltaica no Brasil: Infográfico ABSOLAR nº 90. Atualizado em 14 abr. 2026. São Paulo: ABSOLAR, 2026.

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