SEU DISTRIBUIDOR
DE EQUIPAMENTOS
FOTOVOLTAICOS

X

CLIQUE E ENTRE JÁ
EM CONTATO CONOSCO!

11 2610-4004

atendimento@

11 98988-7666

VENDA EXCLUSIVA PARA REVENDA

VENDA EXCLUSIVA
PARA REVENDA

DISTRIBUIDOR OFICIAL DA GROWATT NO BRASIL

DISTRIBUIDOR OFICIAL
DA GROWATT NO BRASIL

PRIMEIRO SERVICE CENTER OFICIAL DA GROWATT NA AMÉRICA LATINA

PRIMEIRO SERVICE CENTER OFICIAL
DA GROWATT NA AMÉRICA LATINA

Você Sabe a Diferença entre Geração Centralizada e Geração Distribuída?

15/10/2021

Você Sabe a Diferença entre Geração Centralizada e Geração Distribuída?

Se você se interessa por energia solar, precisa ter bem claros alguns conceitos, como a diferença entre geração centralizada e geração distribuída, bem como sua evolução no Brasil.

A geração centralizada (GC) refere-se a usinas elétricas de grande escala localizadas longe dos centros de consumo. Elas exigem a utilização de linhas de transmissão e subestações de energia para fornecer eletricidade a esses polos (vide exemplo na Figura 01 ao final deste artigo). No Brasil, as usinas centralizadas têm capacidade instalada superior a 5 MW. Exemplos incluem usinas térmicas, nucleares e hidrelétricas de grande escala, bem como parques eólicos e solares fotovoltaicos, que são nosso interesse neste artigo. A geração centralizada de energia solar fotovoltaica representa hoje 2% de toda a matriz energética no Brasil, respondendo por 3.841 MW de um total de 179.246 MW, conforme dados de setembro de 2021 (esses números da ANEEL e ABSOLAR não incluem a energia importada).

As usinas de grande porte, tipicamente instaladas em solo sobre estruturas metálicas inclinadas fixas, ou com seguimento da trajetória aparente do Sol em um eixo, têm sido posicionadas principalmente nas regiões Nordeste, Centro‐Oeste e também no Sudeste do Brasil. Essas regiões apresentam os maiores rendimentos médios anuais. Na medida em que essas áreas e os respectivos sistemas de transmissão de energia tenderem à saturação ou necessitarem de investimentos mais vultosos para acomodar capacidades instaladas crescentes, outras regiões do Brasil passarão a ser competitivas, notadamente o Sul e Sudeste do País, por três motivos principais:

  1. As distâncias aos grandes centros de consumo são menores;
  2. A grande concentração de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) ocorre nessas regiões e;
  3. Maior disponibilidade de pontos de conexão à rede sem necessidade de novas linhas de transmissão.

O oeste dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresenta índices de irradiação média anual excelentes nos meses de verão e, em algumas regiões, até acima da média de muitos locais onde inicialmente vêm sendo instaladas as usinas fotovoltaicas de grande porte no Brasil. Em termos de cenários futuros, pode‐se esperar que usinas de grande porte também venham a ser instaladas nessas regiões, espalhando a geração fotovoltaica centralizada por todo o País.

A geração distribuída (GD), por sua vez, refere-se a sistemas de geração de eletricidade em pequena escala e descentralizados, localizados perto dos consumidores e distribuídos em torno da rede local de distribuição, tais como sistemas fotovoltaicos em telhados (vide exemplo na Figura 02 ao final deste artigo). Vale destacar que quem produz e consome a própria energia é chamado de prosumidor, um termo cada vez mais comum no segmento. O sistema de compensação de energia elétrica, adotado desde que a geração distribuída foi regulada no Brasil (2012), impulsionou o crescimento do setor solar fotovoltaico. Em setembro de 2021, a capacidade total acumulada instalada dos sistemas de geração distribuída no País ultrapassou 7 GW, mantendo forte curva de crescimento em comparação à geração centralizada: em 2019, a GC respondia por mais de 50% da geração fotovoltaica; em 2020, este número caiu para 39% e, em 2021, encontra-se em 35%.

A geração distribuída (GD), tipicamente urbana e integrada em telhados e coberturas de edificações, tem, desde o início de sua utilização no Brasil, um caráter bastante pulverizado por todo o território nacional. Sua adoção é tanto mais viável quanto mais cara for a tarifa de eletricidade convencional da distribuidora local e quanto maior for o índice de irradiação anual da região. A demanda crescente de energia elétrica, representada pelo uso crescente de aparelhos de ar‐condicionado, vem alterando o perfil de consumo e demanda no Brasil. Ano a ano os valores máximos de demanda são registrados nos meses de verão e no horário entre 12 e 15 horas, com excelente coincidência com a disponibilidade de radiação solar para a geração fotovoltaica. Há também uma ótima coincidência entre a concentração de municípios e população brasileira e a distribuição da disponibilidade de irradiação anual. Com a queda acentuada dos preços dos geradores solares fotovoltaicos nos últimos anos, sua adoção por todo o território brasileiro é crescente e atingiu crescimento exponencial a partir do final de 2016, como observamos até agora.

 

Fontes: C40 Cities Finance Facility, ABSOLAR e Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais)

Photos by Derek Sutton and Vivint Solar on Unsplash

Fazenda solar - exemplo de uma usina de geração centralizada (GC).

Fazenda solar - exemplo de uma usina de geração centralizada (GC).

Esquema de funcionamento de um sistema ongrid - geração distribuída (GD).

Esquema de funcionamento de um sistema ongrid - geração distribuída (GD).

Voltar